Os Limites da Exploração Espacial

Os Limites da Exploração Espacial

Antes de mais nada me desculpem por ter dado uma abandonada no blog logo depois de dizer que tava de volta. Não que vocês se importem tanto mas acho que deveria, como dono dessa porra, pelo menos pedir desculpas. Agora vamos ao post:

Space. The final frontier…

 

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Um dia ainda vou a um lugar isolado o suficiente pra ver o rastro da Via Láctea a olho nu.

    Acho que é seguro dizer que muitos de nós já pensaram em ser astronautas, principalmente aqueles que viveram no auge da corrida espacial durante a Guerra Fria. Não dá pra imaginar o quão foda deve ter sido assistir a Neil Armstrong pisar em solo lunar e pronunciar a famosa frase “Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade”. A admiração e curiosidade de saber o que há lá fora quando olhamos para o céu noturno pode ser comparada àquela que as pessoas sentiam a algumas centenas de anos atrás quando olhavam para o mar e pensavam em toda a gama de possibilidades e aventuras que havia para serem vividas.

    Não é surpresa para ninguém que me conhece (ou já leu meus posts anteriores) que o Universo me fascina tanto que já pensei muito em ser astrônomo muitas vezes.  Talvez por isso eu acompanhe tanto as empreitadas da Nasa e SpaceX e pague tanto pau pro Elon Musk (no caso do Elon também é pela Tesla mas isso não vem ao caso). Mas, porém, entretanto, todavia, se a exploração marítima por muito tempo foi impossível devido ao nível de tecnologia da humanidade, a exploração efetiva do Universo se faz impossível (ou muito, muito difícil) pelas próprias limitações das leis da física.

    Não vou falar aqui sobre rocket science nem nada do tipo. Esse não é o ponto do post. Até porque eu acho que ainda vão haver muitos avanços nessa área já que a gente não tem mais aonde explorar a não ser pra fora da Terra. Estou aqui hoje para, mais uma vez, falar de física. MAS SE ACALME que não vou falar nada complicado demais.

    Vamos começar com a próxima meta na exploração espacial: Marte.

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Um dia a gente chega

Não foi muito tempo atrás que a gente pousou uma sonda nessa bola vermelha com pouco mais que um terço da gravidade da Terra. A exploração humana desse planeta tá ali na esquina. A Nasa diz que eles vão mandar gente pra lá ali nos 2030s, mas de acordo com o meu amado Musk (lindo e maravilhoso eu te amo), já planeja mandar Homo sapiens em 2022!!! É nessas horas que eu queria que existisse maiúsculo e minusculo para números porque daria uma noção muito maior do quanto eu to GRITANDO. Enfim. O que eu quero dizer com o exemplo de Marte é que, por mais que tenhamos avançado no quesito “sair desse planeta, ainda engatinhamos como se acabássemos de inventar o barco a remo para navegar na imensidão do oceano, que nesse caso é o espaço pra você que não entendeu a metáfora.

Agora vamos dar um passo adiante e falar de viagens interestelares.

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Um pouco longe. Quase nada.

Como você pode ver, aqui começamos a alcançar o primeiro obstáculo referente às leis da natureza. Quando decidirmos explorar outros sistemas, certamente iremos para o mais próximo, que no caso é o da estrela Proxima Centauri. Mas tem um problema, assim bem pequeno, chamado velocidade da luz, que eu nao sei se voce sabe, mas não dá pra passar, simplesmente não da, na verdade não da nem pra chegar se tiver massa envolvida. É tipo o limite de velocidade do universo.

Eu não vou entrar em muitos detalhes, até porque já expliquei isso anteriormente, mas basicamente quanto mais perto da velocidade da luz você viaja, mais “pesado” você fica e é preciso de mais energia para ir mais rápido. Então se um foguete (ou qualquer corpo com massa na verdade) quiser viajar na velocidade da luz, precisará de energia infinita, somente, apenas.

O problema em sí nem é tanto a velocidade, mas sim a aceleração. O corpo humano pode se adaptar sem muitas sequelas a cerca de 1.5x a gravidade da Terra a longo prazo, então uma nave espacial com pessoas deve acelerar a mais ou menos 15m/s^2. Com uma aceleração dessas, demoraria cerca de 7 meses e meio para chegar a uns 90 e alguma coisa por cento da velocidade da luz, o que é até aceitável. O problema mesmo é o tanto de combustível que iria precisar para chegar a essa velocidade. Mas tudo bem, vamos supor que dê tudo certo e a gente arranje um jeito de viajar entre estrelas. Então vamos para o próximo nível: galáxias.

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Aquele momento que a resolução da imagem é tão alta que chega da um gosto

Aqui começamos a chegar no limite. Todo mundo sabe que o Universo está em expansão. Porém essa expansão não é o suficiente para notarmos em escalas que não intergaláticas, e mesmo assim Andrômeda está em rota de colisão com a nossa Via Láctea. Na verdade, o Grupo Local inteiro vai se fundir numa única galáxia daqui a bilhões de anos.

Porém, devido à expansão do Universo, o espaço entre o Grupo Local e os outros grupos galácticos é tão grande que a expansão supera a força gravitacional exercida entre nós e eles, de tal forma que hoje mesmo elas já se afastam a velocidades inatingíveis, pois seria preciso ir mais rápido que a luz para alcançá-las. E não; isso não viola a relatividade visto que nada dentro do espaço pode ir mais rápido que a luz, mas o espaço em si pode exceder esse limite de velocidade na sua expansão.

Então, para civilizações bilhões de anos no futuro, elas olharão para além da galáxia e verão vários nada, nem mesmo a radiação cósmica de fundo, que é basicamente a maior prova que temos hoje do Big Bang, além da própria observação da expansão do Universo. Para eles, não haverá nada além da nossa galáxia a não ser o nada, o vazio, meu coração, e pensarão que não existe nada além dessa junção de galáxias na qual eles estarão vivendo.

Deprimente, né?

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