Como Morre um Buraco Negro feat. “Desculpas”

Como Morre um Buraco Negro feat. “Desculpas”

Olá…..it’s…..been a while. Não sei o que dizer exatamente além de “não tive tempo”. O fato de não ter inspiração pra escrever (o que é bem normal pra mim) também pode ser levado em conta eu acho. Meh. A verdade é que esse blog é meu e eu não deveria me forçar a postar nada, mas eu também não gosto de pensar que eu me dei ao trabalho (e dinheiro) de criar isso e simplesmente abandonei (como metade das coisas às quais eu me dou o trabalho.

Mas enfim. Cá estou eu de volta. Então vamos ao assunto do post.

uzezi
“Esses negros maravilhosos” – Lispector, Galvão

Já vou logo adiantando que esses filhos da puta não morrem fácil, a não ser que sejam minúsculos (tipo os que são criados no LHC e derivados). São tão resistentes ao tempo que provavelmente vão ser os últimos corpos celestes relevantes antes da morte térmica do Universo .

Se pararmos para pensar, um buraco negro nem sequer deveria morrer. Já que nada escapa dele, então como caralhos essa porra vai perder massa? Bem. Para entendermos isso precisamos olhar de perto, e quando eu digo “de perto” eu quero dizer “vamos observar o vácuo numa escala quântica”

box
Calma que você já vai entender essa imagem

Lembra da Primeira Lei da Termodinâmica? Vou supor que não (essa é pra você que não prestou atenção nas aulas de física no Ensino Médio). Basicamente se você tem uma caixa (sistema fechado) e nela tem uma quantidade de energia, não importa o que aconteça dentro daquela caixa, a quantidade de energia nela não muda.

Esse cubo aí é a caixa e essas setinhas vermelhas são a base da morte do buraco negro. Elas tão aí pra representar um efeito que parece desafiar a Primeira Lei da Termodinâmica, mas assim como meus sonhos e esperanças é apenas uma ilusão.

Esse efeito é a criação de partículas às quais chamamos de virtuais, porque no fim das contas é como se elas nunca tivessem existido, pois logo após sua criação elas se aniquilam, sem violar a Primeira Lei da Termodinâmica. Uma dessas partículas tem massa positiva, e a outra, massa negativa, aí quando soma da zero e a energia total do Universo continua a mesma e todos viveram felizes para sempre (menos o buraco negro).

Agora é a parte que fica interessante, e tudo começa com esse filho da puta de um gênio

Stephen Hawking
Essa imagem fica 10x mais engraçada se você pensar que ele ta se esforçando pra sorrir

Era uma vez Stephen Hawking. Stephen Hawking era um senhor muito especial. Um dia Stephen Hawking chegou à conclusão que buracos negros irradiam radiação (eu sei, redundante, mas eu não consegui pensar em outra forma de falar isso). Essa radiação, não à toa, é a Radiação Hawking (narcisismo na sua melhor forma) e ocorre quando as setinhas vermelhas acontecem na borda de um buraco negro.

Essa borda é chamada de horizonte de eventos e quando acontece a criação de um par de partículas beeeeeeeem na borda, a partícula que tem massa negativa cai dentro do buraco negro e a com massa positiva não. Quando o buraco negro absorve essa massa negativa, sua massa total diminui um quase nada, mas diminui. A partícula positiva é observada em forma de radiação.

E, assim como refrigerante nos mata lentamente toda vez que ingerimos (fato para o qual eu estou pouco me fodendo #voutomarcocasim), partícula por partícula, pouco a pouco, buracos negros vão perdendo sua massa e encolhendo. Detalhe/ observação: quanto menor um buraco negro mais rápido ele “evapora”. Por isso não devemos nos preocupar com aqueles criados no LHC e derivados, pois são tão minúsculos que duram apenas uma fração de segundo, sem tempo o suficiente de sugarem e destruírem todo o planeta (o que não seria uma coisa lá tão ruim parando pra pensar…

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